Associação Brasileira de Horticultura | Domingo, 21 de Janeiro de 2018  
 
 
 
 



IDENTIFICAÇÃO DOS VÍRUS CAUSADORES DE MOSAICO EM CULTIVARES DE ALFACE RESISTENTES AO VÍRUS DO MOSAICO DA ALFACE NAS REGIÕES PRODUTORAS (EST.SÃO PAULO)
Autor: Olita Stangarlim, Marcelo Agenor Pavan & Norberto da Silva

Visitas realizadas, em 1992, nas regiões produtoras de alface do Estado de São Paulo, permitiram constatar em torno de 70% de plantas de alface de cultivares resistentes ao vírus do mosaico da alface (Lettuce mosaic virus - LMV) com sintomas de mosaico. Foram coletadas cinquenta e quatro amostras provenientes de cultivares resistentes e suscetíveis, que quando inoculadas nas cultivares Babá e White Boston reproduziram os sintomas de viroses observados no campo. Para identificação dos vírus presentes, foram feitos testes de hospedeiros diferenciais, observação por microscopia eletrônica ("LEAF-DIP" e "MEIAD") e sorologia ("ELISA"). Quando inoculadas em diferentes hospedeiros, causaram sintomas em Chenopodium quinoa, Gomphrena globosa, Pisum sativum e Zinnia elegans, enquanto que Cucurbita pepo cv. Caserta, Petunia hybrida, Datura stramonium e Nicotiana glutinosa não apresentaram sintomas. A microscopia eletrônica diagnosticou a presença de partículas filamentosas flexuosas e isométricas ou ambas.

No teste sorológico, a maioria dos isolados provenientes de variedades resistentes reagiu positivamente com antisoro de LMV. Os resultados permitiram concluir a presença de LMV na maioria das amostras e alguns casos de vírus do mosqueado com infecção mista ou isolada. Como trinta e oito amostras foram provenientes de cultivares resistentes, admite-se a presença de variantes de LMV para as quais os genes de resistência presentes não foram efetivos


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