Associação Brasileira de Horticultura | Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018  
 
 
 
 



EFEITO DA BARREIRA FÍSICA COM PLANTAS DE MILHO NA INCIDÊNCIA DE VIRA-CABEÇA NA CULTURA DO TOMATEIRO.
Autor: Alexandre de Moura Guimarães & Marcelo Agenor Pavan

A utilização da cultura do milho como barreira física para a cultura do tomateiro é recomendada visando-se minimizar os efeitos da incidência de ventos frios e servindo como obstáculo à migração de insetos pragas.

Em cultivos comerciais de tomateiro que adotam este tipo de prática cultural, na região de Botucatu-SP, têm-se observado uma maior incidência de vira-cabeça em faixas de plantio mais próximas da barreira em relação àquelas situadas mais afastadas.

Nos experimentos realizados, para se verificar as possíveis razões para a ocorrência desse fato, ficou demonstrado que a maior incidência da doença, logo após a barreira, é devido a permanência concentrada do tripes-vetor virulífero nesta região, a qual chamamos de "bolha" e que estende-se na direção que sopra o vento. Nesta "bolha", o vento flutua em todas as direções, formando um torvelinho, com uma região calma próxima ao centro, ocasionando um efeito rede que servirá para aumentar a densidade aérea de insetos nesta zona.

Também ficou constatado que, apesar da cultura do milho não ser fonte de inóculo do vírus de vira-cabeça para a cultura do tomateiro, como as plantas daninhas hospedeiras, ela serve de abrigo para a espécie do tripes-vetor, Frankliniella schultzei, fazendo com que então o patógeno passe a ser distribuição para áreas adjacentes.

A espécie Frankliniella schultzei foi predominante na cultura do tomateiro nas áreas experimentais, durante a realização dos ensaios, na região de Botucatu-SP.


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