Associação Brasileira de Horticultura | Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018  
 
 
 
 



TOLERÂNCIA DE MELANCIA AOS VIRUS DO MOSAICO AMARELO AS ABOBRINHAS-DE-MOITA E DO MOSAICO DA MELANCIA2
Autor: Ilza Maria Sittolin, Marcelo Agenor Pavan & Norberto da Silva

                        O presente estudo teve como objetivo caracterizar isolados do ZYMV e do WMV-2, de diferentes regiões produtoras do país, avaliar a introdução de melancia BT-8501, para tolerância ao ZYMV e ao WMV-2 e estudar o modo de herança a esses vírus.

                        A identificação e a caracterização dos isolados virais foram feitas por meio de reação de hospedeiros, microscopia eletrônica e teste sorológico de ELISA. Os resultados mostraram que dos 17 isolados estudados, dois deles foram caracterizados como WMV-2, sete como ZYMV e oito como PRSV-W. Os isolados de ZYMV mais agressivos (Ab 149 e Ab 151) foram semelhantes pelas suas propriedades biológicas à estirpe Flórida do ZYMV (ZYMV-FL). O exame ao microscópio eletrônico das preparações virais mostraram partículas alongadas, flexuosas típicas de Potyvirus. As secções ultrafinas mostraram alterações citológicas e a presença de inclusões cilíndricas citoplasmáticas, tanto em abobrinha ‘Caserta’ como na introdução de melantolerante BT-8501.

                        A avaliação da introdução de melancia BT-8501 aos isolados mais agressivos do ZYMV e do WMV-2 foi realizada após a inoculação mecânica, observando-se os sintomas foliares,  exames citológicos através da microscopia eletrônica e teste sorológico. A introdução  BT-8501 não mostrou nenhum sintoma de mosaico, embora permitisse a multiplicação dos vírus, caracterizando o mecanismo de tolerância.

            Constatada a tolerância de BT-8501 ao ZYMV e ao WMV-2, obtiveram-se cruzamentos apropriados, visando estudar a herança da tolerância a ambos os vírus. O estudo da herança da tolerância de BT-8501 ao ZYMV e WMV-2, também confirmado com os testes de progênies, demonstrou que a herança é devida a dois pares de genes recessivos com modificadores também recessivos e que estes parecem controlar a tolerância a ambas às viroses.


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