Associação Brasileira de Horticultura | Terça-feira, 16 de Janeiro de 2018  
 
 
 
 



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ABH INFORMA » Juliano Tadeu Vilela de Resende - Perfil do Delegado da ABH no Estado do Paraná

  
  
Filho de pequeno agricultor, cuja principal atividade era a pecuária leiteira, sempre estudou em escola pública. Aos sete anos de idade ingressou na Escola Estadual Castro Alves onde cursou até a quarta série. Completou o ensino fundamental na Escola Estadual Dom Delfim, na pacata cidade de Itumirim, sul de Minas Gerais, que na linguagem indígena significa “cachoeira pequena”.

Vindo de uma família simples, mas tradicional, seguiu o caminho dos irmãos mais velhos, que foram fazer o ensino médio, ou científico, como era conhecido na época, na cidade de Lavras, na Escola Estadual Dr. João Batista Hermeto. Sob influência de tios, primos e irmãos, todos agrônomos (cerca de 20 familiares aproximadamente), seguiu a vocação e ingressou no curso de Engenharia Agronômica da Escola Superior de Agricultura de Lavras, hoje Universidade Federal de Lavras, no ano de 1992. Na época, os três irmãos mais velhos (Luciane, Josane e Francisco) cursavam pós-graduação relacionada à olericultura. Diante dessa influência, começou no primeiro período do curso de Engenharia Agronômica, a acompanhar os experimentos de dissertação e tese, quando passou a ter o prazer em trabalhar com as hortaliças, para desgosto do pai, que ainda tinha uma última esperança de que um de seus filhos se especializasse em gado de leite.

Ainda no primeiro ano do curso de graduação, segundo período, foi contemplado com uma bolsa de iniciação científica sob a orientação do professor Rovilson José de Souza, ocasião em que trabalhou com limpeza clonal em batata doce, obtendo resultados que proporcionaram a sua primeira publicação no 33o Congresso Brasileiro de Olericultura, realizado no estado do Paraná, na cidade de Foz do Iguaçu.

Após cursar a disciplina de Genética, optou por trabalhar com o melhoramento de hortaliças, sendo orientado de iniciação científica do competente professor Wilson Roberto Maluf até o término da graduação. Nesse período, teve a oportunidade de trabalhar com o melhoramento de várias hortaliças (tomate, melancia, abóbora, pimentão, couve flor, entre outras), o que proporcionou um volume de publicações (resumos e artigos) considerável para um aluno de graduação, fato este que o impulsionou definitivamente para os caminhos da pesquisa.

Ao concluir a graduação, ingressou no Mestrado em Agronomia/Fitotecnia da Universidade Federal de Lavras, com Área de Concentração em Melhoramento Genético de Olerícolas, trabalhando com resistência genética do tomateiro a artrópodes pragas. Concluiu o mestrado em 18 meses, sendo em seguida selecionado para o doutorado, onde prosseguiu com as pesquisas iniciadas ainda na graduação, com melhoramento genético, visando resistência a pragas. Durante o doutorado, atuou como docente no Curso de Agronomia da Fundação de Ensino Superior de Passos, onde permaneceu por três anos. Ao final do ano de 2002, mediante concurso público, ingressou na Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro-PR), como professor assistente, lecionando as disciplinas de Fisiologia Vegetal e Olericultura. Concluiu o doutorado em 2003 e atualmente é professor adjunto C, desenvolvendo pesquisas com a cultura do morango, cebola, alho e tomate. Atua como professor orientador de iniciação científica PIBIC/CNPq e no Curso de Mestrado em Produção Vegetal na Unicentro. As pesquisas atuais com as referidas culturas são voltadas para características de produção, comportamento fisiológico, nutrição e melhoramento genético, caso específico da cultura do morangueiro.

A partir de 2008 foi nomeado delegado da Associação Brasileira de Horticultura no Estado do Paraná, onde, junto a extensionistas da Emater-PR e professores de olericultura das demais Instituições de Ensino Superior do Paraná, promove ações voltadas para o desenvolvimento da horticultura no Estado.

Suas pesquisas na região de Guarapuava são direcionadas basicamente para a cultura do morangueiro, visando transformar a região, em função de suas peculiaridades climáticas e sociais, no maior pólo brasileiro de produção de morango orgânico. Devido aos trabalhos desenvolvidos, foi convidado a participar do Programa de Produção Integrada de Morango do Estado do Paraná – PIMO, no qual, juntamente com a equipe, vem realizando ações que promovem maior preservação ambiental, inclusão social e melhor qualidade de vida para os consumidores e agricultores familiares que sobrevivem da cultura do morango no Estado.

Atualmente, o professor pesquisador Juliano Tadeu Vilela de Resende tem quatro paixões: a esposa (Elaine), as filhas (Nathalia e Millena), as hortaliças e o glorioso clube Atlético Mineiro, conhecido também como Galo Mineiro...

Data de Publicação: 01/12/2008   Fonte: ABH

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