Associação Brasileira de Horticultura | Domingo, 21 de Janeiro de 2018  
 
 
 
 



Hiroshi Nagai

Natural de Tokyo, Japão, Hiroshi Nagai chegou ao Brasil como imigrante, em 1954. Graduou-se como engenheiro-agrônomo, pela Escola Nacional de Agronomia, hoje Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em 1961. Suas atividades como melhorista de hortaliças tiveram início no estágio que realizou no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Ainda como estudante. Tornou-se pesquisador científico do IAC, em 1962, onde trabalhou até aposentar-se, em 1995. Fez doutorado (1967) na Escola Superir de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP) e estágios pós-doutorado nas Universidades do Hawaii (1967), da Califórnia, Davis (1968) e da Flórida (1979-80). No seu profícuo trabalho de pesquisa no longo de mais de 30 anos de carreira, dedicou especial ênfase em melhoramento genético, visando resistência a doenças de hortaliças. Diversas cultivares criadas por Dr. Nagai tiveram grande sucesso comercial no Brasil e no exterior destacando-se: tomates Ângela Gigantes e IAC - Santa Clara, pimentões e pimenta da série Agronômico, alfaces da série Brasil, além de desenvolver trabalhos com quiabo e cucurbitáceas. O sucesso de sua carreira científica deve-se, em grande parte, ao estreito do relacionamento que sempre manteve com os produtores de hortaliças do Estado de São Paulo. Como autor principal ou colaborador de trabalhos científicos e de divulgação, registra mais de uma centena de contribuições. É sócio fundador da Sociedade de Fitopatologia do Brasil e membro da Sociedade de Olericultura do Brasil, desde o Curso ETA Projeto 55, que tratou da fundação da SOB, em Viçosa - MG (1958). Foi chefe da Seção de Hortaliças de Frutas e membro do Conselho Deliberativo do IAC. É casado com Violeta, também pesquisadora-científica aposentada do IAC. Eles tem dois filhos, Angela e Marcelo e um neto, Pedro, e moram em Campinas. (Texto: Arlese Marchi Tavares de Melo)


Ao lado do Sr. Ikeda em dezembro de 1971, produtor de pimentão de São Paulo, em homenagem ao mesmo, foi dado o nome "IKEDA" a uma das mais populares cultivares do grupo casca-dura.   Avaliando alfaces da série Brasil na década de 70.
     
  Visita aos perimetros irrigados do DNOCS.
     
Nagai nas estufas da Seção de Hortaliças de Frutas do IAC na década de 60.   Exibindo pimentões da série Agronômico na década de 80.

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