Associação Brasileira de Horticultura | Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018  
 
 
 
 



FINANÇAS » Tomate e Batata Elevam Taxa de Inflação

Se não fossem os aumentos nos preços do tomate e da batata, prejudicados pelas chuvas recentes, a inflação e a cesta básica de novembro teriam um impacto menor no bolso do consumidor.

“São produtos que não gostam de água em excesso", lembrou o diretor-adjunto da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas (Ipead), Wanderley Ramalho. Segundo ele, os dois artigos da horta fizeram com que os alimentos in natura apresentassem a maior contribuição na variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação do belo-horizontino. A alta registrada em novembro foi de 0,47%, tendo superado a taxa do mês anterior, de 0,41%. Já a cesta básica disparou 11,35%, saltando de R$ 148,27 em outubro para R$ 165,10 no mês seguinte. Tanto a batata, como o tomate, registraram aumentos superiores a 70%.

A disparada nos preços dos dois produtos in natura da cesta básica também tiveram reflexo positivo no resultado do Índice de Preços ao Consumidor Restrito (IPCR), que mede os gastos das famílias que ganham de um a oito salários mínimos. A alta registrada foi de 0,59%.

Apesar dos índices terem apresentado alta, o diretor-adjunto do Ipead não vê pressões no consumo que elevem as taxas novamente em dezembro. “As perspectivas são boas. Enquanto no ano passado a inflação acumulada fechou em 8,74%, a deste ano não deve nem alcançar a meta do Governo, de 5,1%. Até agora, o acumulado do ano é de 4,12%, o que significa que, para atingir a meta, o IPCA precisaria fechar o mês de dezembro em 0,85%, o que não deve ocorrer", apontou Ramalho. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação medida pelo Ipead chega a 5,61%. Dentre os produtos de maior queda no preços em novembro, segundo o Ipead, estão o músculo de boi (-5,72%), o biscoito (-5,69%) e o feijão carioquinha (-4,74%).

Apesar do corte de 0,5 ponto percentual nos juros básicos da economia ocorrido no mês passado, os taxas na ponta de consumo continuam elevadas. De acordo como a pesquisa do Ipead, as campeãs das taxas elevadas continuam sendo as financeiras independentes, com 13,25% ao mês e 345,10% ao ano.

Fonte: Por Roberta Moreira - Hoje em Dia

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