Associação Brasileira de Horticultura | Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018  
 
 
 
 



O DESAFIO DA SUSTENTABILIDADE: Um debate socio ambiental no Brasil


Editora: Perseu Abramo
E-mail: editora@fpabramo.org.br
Ano: 2001. 364pp.
Exemplares: 3.000 exemplares;
Valor: R$30,00.

Apresentação: Fernando Gabeira
Coordenação: Gilney Viana, Marina Silva, Nilo Diniz
AUTORES:
• Airton Faleiro (Fed.Trab. Agr. Pará e Amapá)
• Alexandre Melo Soares (Secretario Meio Ambiente Pelotas)
• Antonio Carlos Sole (Secretario Urbanismo Pelotas)
• Carlos Minc (UFRJ)
• Carlos Walter Porto Gonçalves (UFF)
• Ermínia Maricato (USP)
• Fernando Ferro ((Dep. Federal PT-PE)
• Francisco de Assis Costa (UFPA)
• Gilney Vianna (UFMT)
• Henry Acserlrad (IPPUR/UFRJ)
• Jean-Pierre Leroy (FASE)
• João Bosco Senra (Inst. Mineiro de Gestão das Águas)
• Laymert Garcia dos Santos (Univ.Estadual Campinas)
• Leonardo Boff (Teólogo)
• Luiz Fernando Krieger Merico (Fund. Meio Ambiente Blumenau)
• Marina Silva (Senadora PT-AC)
• Maurício Arocha (Sind. Petrolandia/PE)
• Paulo Roberto Martins (IPT-SP)
• Roberto Guimarães (CEPAL)
• Sergio Roberto Martins (UFPel)

CAPITULO I. Globalização e sustentabilidade
• A contribuição do Brasil: Leonardo Boff (Teólogo)
• A desordem da nova ordem: Laymert Garcia dos Santos (Univ.Estadual Campinas)
• A ética da sustentabilidade e a formulação de políticas de desenvolvimento: Roberto Guimarães (CEPAL)

CAPITULO II: Políticas públicas e movimento social
• Políticas Ambientais e construção democrática: Henry Acserlrad (IPPUR/UFRJ)
• Por uma política industrial: Paulo Roberto Martins (IPT-SP)
• Água, o desafio do terceiro milênio: João Bosco Senra (Inst. Mineiro de Gestão das Águas)
• A colonização do Nordeste nos idos da globalização: Fernando Ferro ((Dep. Federal PT-PE) e Maurício Arocha (Sind. Petrolandia/PE)
• Instrumentos tecnológicos e jurídicos para a construção da sociedade sustentável: Sergio Roberto Martins (UFPel) , Antonio Carlos Sole (Secretario Urbanismo Pelotas) e Alexandre Melo Soares (Secretario Meio Ambiente Pelotas)
• Os movimentos sociais diante da reorganização societária em curso: Carlos Walter Porto Gonçalves (UFF)
• Histórias da floresta, da vida e do mundo: Marina Silva (Senadora PT-AC)

CAPITULO III: Sobrevivência na cidade
• Metrópole periférica, desigualdade social e meio ambiente: Ermínia Maricato (USP)
• A ecologia dos barrancos da cidade: Carlos Minc (UFRJ)
• Políticas públicas para a sustentabilidade: Luiz Fernando Krieger Merico (Fund. Meio Ambiente Blumenau)

CAPITULO IV: Amazônia, agricultura familiar e reforma agrária
• Impactos ambientais da política de globalização da Amazônia: Gilney Vianna (UFMT)
• Desenvolvimento sustentável na Amazônia: o papel estratégico do campesinato: Francisco de Assis Costa (UFPA)
• O desenvolvimento na Amazônia na visão dos produtores familiares rurais: Airton Faleiro (Fed.Trab. Agr. Pará e Amapá)
• Por uma reforma agrária sustentável: a primeira página do Gênesis a escrever: Jean-Pierre Leroy (FASE)

RESUMO: O livro reúne diferentes pontos de vista sobre a questão da sustentabilidade no Brasil, a partir da contribuição de pesquisadores, dirigentes políticos e militantes de organizações não governamentais. Nas palavras de apresentação de Fernando Gabeira, a obra permite esclarecer pontos da história contemporânea do Brasil e oferecer elementos para uma teoria de transformação que consiga reunir justiça social e consciência ecológica, ao mesmo tempo em que instiga a perguntar sobre como utilizar o conceito de desenvolvimento sustentável numa visão ética que não se restringe ao conforte dos brasileiros de hoje, mas estende sua responsabilidade também para a sobrevivência das novas gerações, de outras formas de vida e d o próprio planeta.

CONTEÚDO: O livro está constituído de quatro capítulos:

I. Globalização e sustentabilidade: as potencialidades da cultura brasileira para a construção de uma outra globalização (solidária); a relação da tecnologia com a ruptura de referenciais e que provoca a insustentabilidade, a necessidade de repensa-la para harmonizar a relação sociedade, ambiente e desenvolvimento; necessidade de criar outro paradigma de desenvolvimento como alternativa ao atual (crescimento ilimitado responsável pelo esgotamento dos recursos naturais e exclusão social).

II. Políticas públicas e movimento social: a história das políticas ambientais no Brasil, a omissão e responsabilidade do estado na apropriação privada dos recursos naturais e sua depredação e o papel dos movimentos sociais nas políticas ambientais; a importância de uma política industrial (ecoindustrial) capaz de compreender o elo entre economia, ecologia e economia. A questão da água, recursos hídricos especialmente no caso nordestino (impactos sociais, econômicos e ambientais do projeto de transposição da bacia hidrográfica do Rio São Francisco). Aspectos conceituais da sustentabilidade na interface espaço urbano e espaço rural, quanto à geração de tecnologias e a evolução da legislação ambiental no Brasil. A importância dos movimentos sociais como elementos também estruturantes da globalização como um novo paradigma para compreensão da realidade e para a construção de um outro tipo de desenvolvimento (sustentável).

III. Sobrevivência na cidade: Insustentabilidade social e ambiental do espaço urbano: processo de urbanização e concentração de terra, renda e poder. Ocupação do espaço territorial e marginalização social. Impactos ambientais urbanos (solo, água, ar, lixo). Políticas municipais sustentáveis e instrumentos de controle, voluntários e econômicos para a administração pública.

IV. Amazônia, agricultura familiar e reforma agrária: Impactos ambientais da política de globalização da Amazônia: ocupação terriotiral, dispersão da população, projetos agropecuários, industria madeireira, projetos de mineração. O papel estratégico do campesinato: no desenvolvimento sustentável na Amazônia: elo entre produção rural e demais setores da economia.Indicadores re eficiência. O desenvolvimento na Amazônia na visão dos produtores familiares rurais: ocupação do espaço como estratégia para o desenvolvimento equilibrado; o financiamento do desenvolvimento. A reforma agrária como vetor da sustentabilidade.
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